Para manter a atividade, as indústrias estão reduzindo margem de lucro e rentabilidade

O volume de produção industrial de silicone no Brasil cresceu 1% nos primeiros seis meses de 2015, revertendo a tendência do primeiro semestre de 2014, que apresentou queda de 2,5% em relação ao período anterior.

O mercado doméstico movimentou no primeiro semestre do ano 29.500 toneladas de produtos de silicone. Apesar do crescimento em volume, o faturamento do setor teve redução ao redor de 1%, segundo a Comissão Setorial de Silicones da Associação Brasileira da Indústria Química com base nos dados do Sistema Alice-MDIC/SECEX.   O tamanho do mercado se mantém ao redor de US$ 240 milhões.

As exportações de silicone também registraram crescimento de 3% em volume, e queda de faturamento em dólar da ordem de 5%. Segundo o coordenador da Comissão Setorial de Silicones, Irineu Bottoni, o aumento do volume e a queda no faturamento demostram o esforço da cadeia produtiva no Brasil em manter sua atividade industrial, mesmo que sacrificando margem de lucro e rentabilidade.

A Argentina e o Chile ainda são os grandes parceiros comerciais, representado aproximadamente 60% das exportações de silicone para mercados externos.

Em relação ao atual cenário da economia no Brasil, podemos destacar que o ambiente não favorece novos investimentos, principalmente voltados às inovações e investimentos produtivos. Mesmo assim, os produtores de silicone acreditam no País. “Apesar da rentabilidade menor, a indústria de silicone tem lançado produtos e trabalhado para desenvolver novos mercados de aplicação de silicone, apostando na recuperação da economia e num avanço do mercado nos próximos anos”, afirma Irineu Bottoni.

Comparado aos países desenvolvidos, o consumo de silicone no País ainda é muito baixo. O consumo nacional de silicones é de cerca de US$ 1 por habitante/ano; nos EUA e na Europa, esse valor chega a US$ 6 por habitante/ano.