- A falta de chuvas em regiões próximas aos reservatórios hídricos nos últimos anos tem aumentado a preocupação com o equilíbrio da matriz energética brasileira. Atualmente, 65,5% da energia ofertada no país vêm das hidrelétricas, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
- Brasil avança na construção de uma matriz energética cada vez mais limpa. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 341 projetos de energia solar para o 1º Leilão de Energia de Reserva (LER) 2015. Os empreendimentos poderão gerar 11.261 megawatts (MW), volume de energia comparável a grandes projetos hidrelétricos, como a Usina de Belo Monte (PA).
- A Bahia tem o maior número de empreendimentos habilitados, 125 ao todo, somando 3.998 MW de potência. Em segundo lugar vem o Piauí, com 61 projetos, que poderão adicionar 2 mil MW ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O Rio Grande do Norte vai concorrer com 37 projetos (1.293 MW); Pernambuco com 31 empreendimentos (1.064 MW); São Paulo com 30 (1.109 MW) e Minas Gerais com 22 projetos (767 MW).
- No primeiro leilão de contratação de usinas fovoltaicas realizado no país, em outubro passado, foram viabilizados cerca de 890 megawatts em projetos, com redução média de quase 18 por cento em relação ao preço teto definido para a competição.
- O Brasil é visto como um mercado promissor pela indústria global, pelas condições geográficas e climáticas e por representar também uma porta de entrada para investimentos em energia renovável na América do Sul.
- Foi inaugurada, nesta sexta-feira, 28, em Valinhos, a primeira grande indústria de painéis solares do país, a Globo Brasil (expositora da Intersolar South America). A empresa tem capacidade de produzir 2 mil painéis por dia, cerca de 180MW ao ano.
- Já no curto prazo, o destaque fica para o Chile, que por muito tempo foi o centro das atenções como novo mercado de energia fotovoltaica e avança cada vez mais em seu potencial. A combinação de aumento no preço da eletricidade, com setores representativos demandantes de eletricidade e com excelentes recursos solares estimula o crescimento do mercado fotovoltaico nessa região.
- A Comissão Regional Ambiental do Atacama, no Chile, aprovou a construção do maior projeto de energia solar da América Latina, que será levantado em pleno deserto, a cerca de 800 km ao norte de Santiago. O complexo deve entrar em funcionamento em 2019, com 260 MW de potência instalada. (ANSA)
- Já o México tornou-se um mercado promissor em energia solar, com grandes projetos de 300 MWh em construção. Semelhante ao Chile, o México tem entraves específicos sobre a rede elétrica e a energia solar é competitiva em mercados spot.
Energia Solar é foco de feira e conferência internacional
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