- 80% dos resíduos encontrados nos mares têm origem terrestre (pós-consumo, tais como resíduos sólidos urbanos, resíduos de recreação nas praias, entre outros;
- 20% de resíduos têm origem no mar (descarte de embarcações, atividade pesqueira, lixo internacional por correntes marítimas etc).
Posicionamento da Plastivida sobre o relatório que aborda plásticos nos oceanos
O Fórum Econômico Mundial e a Ellen MacArthur Foundation, em parceria com a McKinsey & Company e como parte do Projeto MainStream, publicou, no último dia 19 em Davos, Suíça, o relatório “A Nova Economia de Plásticos: Repensando o Futuro dos Plásticos”. O documento tem a economia circular como tema central, mas também aborda a questão dos plásticos nos oceanos.
Se, por um lado o relatório reconhece a importância dos plásticos para a vida moderna, “com propriedades imbatíveis”, em contrapartida, aponta a necessidade de que o setor se torne mais circular dentro dos conceitos deste tipo de economia.
A Plastivida, como entidade representante da cadeia produtiva dos plásticos no que diz respeito à sustentabilidade, tem atuado no Brasil e no mundo para compreender as dimensões dessa questão, assim como para buscar, junto a parceiros nacionais e internacionais, soluções para mitigar os problemas apontados.
De forma geral, a entidade está de acordo com o relatório, principalmente quando diz que “os setores público e privado e a sociedade civil precisam se mobilizar para aproveitar a oportunidade de uma nova economia circular de plásticos”, ou seja, que a responsabilidade para que se estabeleçam as boas práticas de uso e descarte desses produtos é da sociedade como um todo.
Concordamos que realmente existam perdas financeiras, estimadas pelo estudo entre 80 a 120 bilhões de dólares, as quais estão relacionadas ao desperdício, má gestão de resíduos e ineficiência de reciclagem em diversos países, notadamente os países em desenvolvimento. Esses são pontos que não estão ligados a produtos ou matérias-primas, mas ao comportamento da sociedade civil em geral, seja o Poder Público que pode contribuir com políticas de gestão de resíduos e incentivo a reciclagem, seja a sociedade que deve atuar de forma cooperativa, por meio do consumo consciente e participação na coleta seletiva, seja a indústria que deve investir e se preparar cada vez mais para aumentar a reciclagem dos plásticos. Com o conjunto dessas ações, os plásticos atenderão plenamente ao conceito da economia circular apontado no relatório, que é basicamente: “manter os materiais no seu valor máximo”.
É assim que a Plastivida entende que o futuro dos plásticos deve ser repensado e isso se aplica a qualquer bem de consumo, independente de suas matérias-primas. Dessa forma, Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, ressalta que o que deve ser modificado não são as matérias-primas ou produtos, mas o comportamento da sociedade em relação a eles. “Essa é a nossa interpretação do Relatório. Isso fica claro quando é mencionado que essa reflexão requer um novo modelo para uso dos plásticos pós-consumo e redução drástica do seu descarte inadequado, afinal não podemos deixar de lado os inúmeros benefícios que os plásticos nos proporcionam”. Bahiense completa: “essa mudança de comportamento deve ocorrer o quanto antes, pois é fundamental para o futuro do planeta, independentemente dos tipos de resíduos em questão”.
A Plastivida atua nesta questão desde 2012. Por meio de um convênio firmado com o Instituto Oceanográfico/USP, foram realizados estudos que constataram, em linhas gerais que:
















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