O clima e sua imprevisibilidade podem ser tanto ‘heróis’ quanto ‘vilões’ para os canaviais – as ‘usinas a céu aberto’.

Coeficiente de Produtividade Climática é uma inovação tecnológica que permite antecipar estratégias para impedir prejuízos à colheita

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Na virada de 2017 para 2018, com o setor sucroenergético já se preparando para uma nova safra, as previsões de mercado para a atual temporada de cana-de-açúcar não eram boas, especialmente devido ao baixo preço internacional do açúcar e à menor disponibilidade de matéria-prima.

Conforme os meses foram passando, a falta de chuvas foi surpreendendo os usineiros, permitindo uma moagem acelerada. Ao mesmo tempo, muitos já preveem um prejuízo ainda maior do que o esperado, graças à seca. Mas, o que se pode fazer a respeito? Como lidar com um fator tão imprevisível e fora de controle quanto a chuva, o sol, o frio e o calor?

É impossível controlar o tempo e o clima, mas o usineiro não precisa ficar completamente refém destas variáveis. De acordo com o professor associado do Departamento de Engenharia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Fábio Ricardo Marin, as tecnologias voltadas a proporcionar maior controle do agricultor sobre o canavial – a ‘usina a céu aberto’ – seguem evoluindo com o objetivo de evitar perdas e melhorar o resultado final da safra.

Ele se refere ao TempoCampo, um sistema desenvolvido como parte do programa de extensão da universidade e que é coordenado pelo próprio professor Marin. O sistema completo será apresentado com todas as suas possibilidades no novaCana Ethanol Conference 2018. O evento acontece em São Paulo (SP), nos dias 3 e 4 de setembro. As inscrições para o evento se encerraram na última sexta-feira, mas, para dar oportunidade aos interessados, a organização estendeu por mais alguns dias o prazo final. A inscrição pode ser realizada aqui.(novacana.com)