DuPont apoia projetos universitários na criação de carros elétricos e balão atmosférico

Kevlar e Nomex garantem proteção, performance e resistência em carros da Formula SAE e balão estratosférico para coleta de amostras

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Já consagrados em indústrias como a de proteção, construção civil, automotiva e óleo & gás, Kevlar e Nomex da DuPont têm quebrado barreiras. O motivo são as parcerias que o negócio de Segurança & Construção da empresa vem estabelecendo desde 2014 com centros de pesquisa e laboratórios da América Latina.

“As parcerias são estabelecidas para que a academia tenha acesso a produtos de alta tecnologia. Buscamos projetos com abertura para inovação e, ao mesmo tempo, queremos recrutar profissionais para trabalhar na DuPont. Esta iniciativa não consiste apenas no fornecimento dos materiais da DuPont, mas principalmente no suporte ao dimensionamento da aplicação e beneficiamento dos materiais a partir do conhecimento dos nossos especialistas técnicos”, explica Julio Tabegna, gerente global de Tecnologia da DuPont.

Julio também comenta que a distância entre indústria e academia em países como o Brasil ainda é muito grande e isto acaba sendo um obstáculo muitas vezes ao processo de inovação. Dois projetos recentemente trabalhados nestas parcerias são o desenvolvimento de carros elétricos de competição para a Formula SAE e a criação de um balão de alta altitude.

As competições nacionais e internacionais de carros elétricos criadas pela Society of Automotive Engineers (SAE) são exclusivamente estudantis e cada equipe desenvolve um veículo que tenha objetivos de velocidade e dirigibilidade sob critérios de custo-benefício. A DuPont apoia duas equipes nesta competição: USP Tupã, da Escola de Engenharia de São Carlos, e B’Energy, da FACENS – Faculdade de Engenharia de Sorocaba. A competição nacional permite uma colocação para a disputa internacional da modalidade.

Kevlar foi fundamental para todos os projetos da Tupã. “A fibra de Kevlar, por exemplo, está em todos os carros. Este é o principal produto em nosso projeto. É muito eficiente e compatível com diversas operações que executamos. Dá alta segurança para o piloto e ao redor do carro, garantindo também que os compósitos fiquem bem fixados”, explica o estudante Victor Moreira dos Santos, gerente de compósitos da equipe da Universidade de São Paulo (USP). “Antes da parceira com a DuPont, usamos outras fibras de aramida, mas nunca conseguimos atingir o desempenho que o Kevlar nos permite”.

“Ramon Ruis, Tractive System gerente da B’Energy, conta como a aplicação de Nomex garantiu proteção e resistência ao projeto de carro. “A parceria começou no ano passado, com a ideia de criar um sistema de proteção elétrica para a caixa da bateria do carro, que deve ser antichama. Entendemos então, que os produtos da DuPont seriam uma boa saída. Utilizamos o material também na parede corta-fogo, que isola a parte de tração do piloto”. Futuramente, a equipe prevê o uso de Kevlar® nos projetos. “Isso é interessante porque, a partir do ano que vem, as regras mudam e a bateria que é de 300 volts agora passa a ser de 600. Sendo assim, uma vez que essa nova bateria é mais pesada, precisamos reduzir massa do carro para garantir autonomia. Além disso, as peças deverão continuar resistentes mesmo com uma massa menor”.

A resistência sem igual de DuPont Kevlar também obteve a preferência do projeto de balão de alta altitude do Instituto Mauá de Tecnologia. O aparelho, já operacional, tem por objetivo captar amostras atmosféricas para análise. Cordões de Kevlar conectam o balão de hélio, paraquedas e aparato com sensores e demais componentes elétricos. A resistência de 193 kg de cada um dos quatro cordões utilizados possibilitou dois voos teste bem-sucedidos. O projeto também considerou a influência de raios ultravioleta, temperatura e pressão.

O próximo passo inclui a coleta de amostras biológicas. De acordo com Gilberto Murakami, professor do Instituto Mauá de Tecnologia, as amostras servirão para análise de espectro. A ideia é que, pela comparação com espectros oriundos de outros planetas, seja avaliada a possibilidade de vida extraterrestre. Essa etapa futura deve ser conduzida em parceria com outros centros de pesquisa.