A Abeeólica publicou o Boletim Anual de Geração Eólica 2016. Segundo Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica, o boletim, em sua quinta edição, mostra que foram adicionados, no ano, à matriz elétrica brasileira mais 2 GW de energia eólica em 81 novos parques, fazendo com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques, representando 7% da matriz. Foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. “Números que refletem um setor vigoroso, com grande capacidade de captação de recursos e conhecimento tecnológico avançado que resulta em eficiência de implantação”, disse a presidente. Menciona, também, que 2016 será lembrado como o ano dos 10 GW, emblemática marca e fruto de vultuosos investimentos de uma indústria que se desenvolveu fortemente nos últimos sete anos e que, hoje, representa uma cadeia produtiva 80% nacionalizada. “Foi, portanto, apesar do tumultuado cenário nacional, um ano positivo no que se refere à concretização dos projetos de energia eólica contratados nos leilões anteriores”, complementou a presidente.

Das comparações mundiais, de acordo com dados do GWEC (Global Wind Energy Counci), o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica.

“No que se refere a financiamentos, tivemos uma boa sinalização do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que anunciou novas regras de financiamento para o setor de energia e declarou seu apoio às energias renováveis de baixo impacto, mantendo as condições para a energia eólica”, disse Elbia. Também é importante mencionar a vitória fundamental da indústria eólica no que se refere à Medida Provisória 735/2016 e a manutenção igualitária dos incentivos para todas as fontes renováveis.

A presidente também destaca que o cancelamento do Leilão de Reserva no final do ano de 2016 foi uma notícia muito negativa para a indústria e tirou o setor de sua trajetória positiva. “2016 foi o primeiro ano, desde que as eólicas começaram a participar de leilões, em que não houve contratação de energia dessa fonte”, sinalizou.

Outras informações
– Em 2016, foram instaladas 81 novas usinas eólicas, num total de 2.013,97 MW. Os estados contemplados com os novos empreendimentos foram Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Norte, por mais um ano consecutivo, é o líder de nova capacidade instalada.

– Com 430 usinas no total, o ano de 2016 terminou com 10,75 GW de potência eólica instalada, o que representou um crescimento de 23,06% de potência em relação à dezembro de 2015, quando a capacidade instalada era de 8.773,38 MW.
– Considerando todas as fontes de geração de energia elétrica, em 2016, foram instaladas 9,43 GW de potência, cujo crescimento foi liderado principalmente pelas fontes hidrelétricas e eólica, que representaram 60,15% e 21,35%, respectivamente.

– Acrescida de 2,01 GW de nova capacidade instalada, o total eólico permitiu para a fonte uma participação de 7,10% da matriz elétrica brasileira. No final de 2015, a participação das eólicas era de 6,15%.
– A capacidade instalada de 10,75 GW é composta por 10,22 GW de parques em operação comercial (95,11%), 0,17 GW de operação em teste (1,59%) e 0,35 GW de parques aptos a operar (3,30%).

– Ao todo, foram gerados 33,15 TWh de energia eólica ao longo de 2016. A geração média de 2016 foi de 3.772,7 MW médios e o recorde foi em outubro, quando a geração atingiu a marca de 4.951,3 MW médios. Em termos de representatividade e abastecimento, a geração verificada pela fonte eólica foi responsável por 6% na média de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional – SIN. Atingiu pico mensal médio de 8% em setembro e 15% instantaneamente no dia 2 de outubro.

– Os cinco estados com maior geração no período de 2016 foram Rio Grande do Norte (10,59 TWh), Bahia (6,08 TWh), Ceará (5,87 TWh), Rio Grande do Sul (4,56 TWh) e Piauí (2,91 TWh).

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